Questão em destaque · Q1884501

O Poeta da Roça Sou fio das mata, cantô da mão grossa Trabaio na roça, de inverno e de estio A minha chupana é tapada de barro Só fumo cigarro de paia de mio Sou poeta das brenha,

URCA · Prefeitura de Crato · 2021 · Professor - Área: Língua Portuguesa

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P1884501
ID: 1884501
Língua PortuguesaAssunto: Pressupostos e subentendidos · Interpretação e Compreensão de Textos
Banca: URCA
Ano: 2021
Nível: Superior

O Poeta da Roça


Sou fio das mata, cantô da mão grossa

Trabaio na roça, de inverno e de estio

A minha chupana é tapada de barro

Só fumo cigarro de paia de mio


Sou poeta das brenha, não faço o papé

De argum menestré, ou errante cantô

Que veve vagando, com sua viola

Cantando, pachola, à percura de amô


Não tenho sabença, pois nunca estudei

Apenas eu seio o meu nome assiná

Meu pai, coitadinho! vivia sem cobre

E o fio do pobre não pode estudá


Meu verso rastero, singelo e sem graça,

Não entra na praça, no rico salão.

Meu verso só entra no campo e na roça,

Nas pobre paioça, da serra ao sertão.

(Fonte: Trecho de Patativa do Assaré. Petrópolis: Vozes,

1978. p. 20)


Na última estrofe do trecho do poema, percebe-se que Patativa revela:

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