Questão em destaque · Q1953282

Leia o texto a seguir. Antiguidades Cora Coralina [...] Criança, no meu tempo de criança, Não valia mesmo nada. A gente grande da casa usava e abusava de pretensos direitos de educ

UFG · Prefeitura de Jatai · 2018 · Guarda Civil

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P1953282
ID: 1953282
Língua PortuguesaAssunto: Pressupostos e subentendidos · Interpretação e Compreensão de Textos
Banca: UFG
Ano: 2018
Nível: Médio

Leia o texto a seguir.


Antiguidades

Cora Coralina


[...]

Criança, no meu tempo de criança,

Não valia mesmo nada.

A gente grande da casa

usava e abusava

de pretensos direitos

de educação.

Por dá-cá-aquela-palha,

ralhos e beliscão.

Palmatória e chineladas

não faltavam.

Quando não,

sentada no canto de castigo

fazendo trancinhas, amarrando abrolhos.

“Tomando propósito”.

Expressão muito corrente e pedagógica.

Aquela gente antiga,

passadiça, era assim:

severa, ralhadeira. [...]


CORALINA, Cora. Antiguidades. In: CORALINA, Cora. Poemas dos becos de Goiás e histórias mais. Rio de Janeiro: Global Editora, 1985. p. 54-55.


No fragmento do poema Antiguidades, a escritora goiana Cora Coralina narrou as formas de educar em casa expressando

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