Questão em destaque · Q2388019

Ausência Por muito tempo achei que a ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branc

Instituto Unique · Prefeitura de Pompeia · 2021 · Professor de Ensino Fundamental - Área: Educação Especial

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P2388019
ID: 2388019
Língua PortuguesaAssunto: Acentuação de vocábulos paroxítonos · Fonologia e Ortografia
Banca: Instituto Unique
Ano: 2021
Nível: Superior

Ausência


Por muito tempo achei que a ausência é falta.

E lastimava, ignorante, a falta.

Hoje não a lastimo.

Não há falta na ausência.

A ausência é um estar em mim.

E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,

que rio e danço e invento exclamações alegres,

porque a ausência, essa ausência assimilada,

ninguém a rouba mais de mim.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Disponível em: <https://www.revistabula.com/391-os-dez-melhores-poemas-de-carlos-drummond-de-andrade/>. Acesso em: 04 jun. 2021.


A palavra ausência, título e tema do poema de Carlos Drummond de Andrade, é um exemplo de paroxítona terminada em ditongo oral e, por esse motivo, tem a vogal da sua sílaba tônica acentuada. Dentre as opções a seguir, assinale aquela cuja acentuação é justificada por essa mesma regra.

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