Questão em destaque · Q3786072
Leia o poema abaixo, “Oficina irritada”, de Carlos Drummond de Andrade: “Eu quero compor um soneto duro como poeta algum ousara escrever. Eu quero pintar um soneto escuro, seco, ab
IDESG · Prefeitura de Varre-Sai · 2024 · Professor - Área: Língua Portuguesa
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Leia o poema abaixo, “Oficina irritada”, de Carlos Drummond de Andrade:
“Eu quero compor um soneto duro
como poeta algum ousara escrever.
Eu quero pintar um soneto escuro,
seco, abafado, difícil de ler.
Quero que meu soneto, no futuro,
não desperte em ninguém nenhum prazer.
E que, no seu maligno ar imaturo,
ao mesmo tempo saiba ser, não ser.
Esse meu verbo antipático e impuro
há de pungir, há de fazer sofrer,
tendão de Vênus sob o pedicuro.
Ninguém o lembrará: tiro no muro,
cão mijando no caos, enquanto Arcturo,
claro enigma, se deixa surpreender.”
Fonte: ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 livros de poesia/Carlos Drummond de Andrade. 1. ed. São Paulo: Companhia da Letras, 2015
Com base na leitura do poema, analise as afirmações abaixo:
I. É possível identificar duas funções da linguagem no poema: metalinguística e poética.
II. A repetição do verbo “querer” na terceira e quinta estrofe serve como exemplo de redundância.
III. O poema é representativo da literatura romântica brasileira do século XIX.
IV. A função metalinguística está presente desde a primeira estrofe “Eu quero compor um soneto duro”.
Nesse sentido, a alternativa que contém as assertivas corretas é:
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